A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de R$ 367,7 mil em contas bancárias de Adriana Sant’Anna, em meio a uma disputa judicial que envolve seu marido, Rodrigo Gomes Simoni, conhecido como Rodrigão, e uma dívida superior a R$ 1,4 milhão.
O casal, que se conheceu no "Big Brother Brasil 11", é alvo de uma execução provisória de sentença movida pela WFA Marketing e Eventos, empresa ligada ao empresário Fábio Ponte, ex-empresário do grupo de pagode Jeito Moleque.
O processo começou em 2017, após Rodrigão deixar o projeto musical Os Marvados. A empresa alega que a saída do então cantor desrespeitou as condições estabelecidas em contrato e provocou prejuízos financeiros. Apesar de uma condenação ter sido mantida em segunda instância, o caso ainda não chegou a uma decisão definitiva, e os ex-BBBs continuam recorrendo.
As informações sobre o bloqueio foram divulgadas pelo portal LeoDias, que teve acesso a documentos do processo. O veículo também ouviu Fábio, que afirmou continuar aberto a um acordo para encerrar o impasse.
A disputa judicial teve origem na participação de Rodrigão em Os Marvados, projeto musical que contava com a WFA Marketing e Eventos como gestora e investidora. Segundo informações divulgadas pelo portal, o contrato firmado com os artistas tinha duração prevista de três anos e estabelecia uma multa em caso de rescisão unilateral sem justo motivo.
Em janeiro de 2017, Rodrigão comunicou sua saída do projeto e, dias depois, tornou a decisão pública nas redes sociais. A WFA acionou a Justiça sob a alegação de que o encerramento da relação profissional não respeitou as condições contratuais e comprometeu os investimentos feitos na iniciativa.
Em março de 2022, a juíza Marian Najjar Abdo julgou a ação parcialmente procedente. Rodrigão foi condenado ao pagamento de R$ 400 mil referentes à multa contratual, além de indenização por danos morais. Adriana Sant’Anna também foi condenada ao pagamento de indenização por danos morais.
A decisão foi mantida em segunda instância. O casal, no entanto, segue contestando o resultado e tenta levar a discussão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Por isso, a condenação ainda não é definitiva.
Enquanto os recursos aguardam julgamento, a WFA deu início ao cumprimento provisório da sentença para cobrar os valores atualizados. A quantia exigida ultrapassa R$ 1,4 milhão e inclui correção monetária, juros, honorários e despesas processuais.
De acordo com os dados do processo divulgados pelo portal LeoDias, aproximadamente R$ 1,21 milhão são atribuídos individualmente a Rodrigão. Outros R$ 218 mil são cobrados dos dois em regime de responsabilidade solidária, modalidade em que ambos podem responder pela obrigação comum nos limites estabelecidos judicialmente.
Segundo as informações publicadas, como os executados não teriam realizado o pagamento nem indicado bens para garantir a execução, a Justiça autorizou pesquisas patrimoniais e bloqueios por meio do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (SISBAJUD).
A medida resultou no bloqueio de R$ 367,7 mil em contas bancárias de Adriana. O valor supera os aproximadamente R$ 218 mil cobrados solidariamente do casal nessa etapa da execução. Até o momento, segundo a reportagem, as pesquisas bancárias não haviam localizado valores em nome de Rodrigão.
Isso não significa, porém, que o dinheiro já tenha sido entregue à empresa autora da ação. Como a execução é provisória e os recursos continuam pendentes, a quantia permanece sujeita ao andamento do processo e a novas decisões judiciais.
Segundo informações publicadas pelo portal LeoDias, uma decisão de 6 de outubro determinou novas intimações dos executados e a apresentação dos resultados das demais pesquisas patrimoniais. A decisão que autorizou as buscas pelo SISBAJUD permanece sob sigilo, conforme relatado pelo veículo, para preservar a eficácia das medidas.
Depois que o cartório consolidar e certificar os bloqueios, Adriana e Rodrigão deverão ser formalmente intimados para apresentar suas manifestações. Caso solicitem o desbloqueio dos valores ou aleguem excesso de penhora, terão de apresentar extratos bancários completos referentes aos 60 dias anteriores à medida, segundo as informações divulgadas.
O procedimento faz parte da execução provisória e não representa, por si só, o encerramento da disputa judicial. O resultado dos recursos apresentados pelo casal poderá influenciar os próximos desdobramentos do caso.
Fábio comentou os impactos da interrupção do projeto musical e defendeu a possibilidade de uma solução negociada. O empresário afirmou que acumula 35 anos de dedicação à música e ressaltou que a realização de projetos artísticos envolve uma estrutura que vai além dos artistas. “Por trás de cada projeto artístico, existem famílias, investimentos, planejamento, dedicação e muito trabalho”, declarou ao veículo.
Ponte também afirmou que a saída de Rodrigão, que atribuiu a questões familiares que teriam afetado a relação profissional, provocou prejuízos financeiros e interrompeu um trabalho que, segundo ele, vinha apresentando resultados em diferentes regiões do país. Apesar do impasse judicial, o empresário lamentou que as partes não tenham chegado a um entendimento fora dos tribunais e reiterou sua disposição para negociar.
“Ainda assim, acredito que nunca é tarde para o diálogo. Continuo aberto a uma solução consensual de maneira equilibrada, respeitando os direitos e os interesses de todos os envolvidos e que permita encerrar definitivamente esse capítulo”, afirmou.